2.7.09

Tchüss

Nem vou escrever muito. Amanhã estou indo viajar de novo, como disse antes. De férias. Não esperem muitos posts, meus (05) leitores, a não ser que me dê uma vontade inenarrável de compartilhar as histórias que eu certamente vou viver em Istambul ou em Berlim.

Agora estou terminando de arrumar as malas e estou obcecada com cosméticos em embalagens pequenas. Ano passado levei um monte nas embalagens normais, o que encheu bastante o saco - por causa do peso e do tamanho de tudo e porque minha mãe ficou me zoando. Vi que no Brasil estão começando a vender shampoos e coisas do gênero em kits para viagem, ou frascos pequenos vazios na farmácia. Aqui na Argentina ainda não. Na Europa é bem comum (amo, porque ainda por cima fica tão fofo o shampoozinho pititico).

Falando em Argentina, ah, a Gripe A. Que aqui estava sendo chamada de "gripe porcina". Impossível não pensar na Regina Duarte, Sinhozinho Malta, Roque Santeiro e aquela coisa toda. Agora é Gripe A e tá todo mundo beeem noiado. Vi uma mulher de máscara (que aqui se diz "barbijo") no supermercado. Aliás, barbijos e álcool em gel (daqueles pra passar na mão) estão esgotados nas farmácias e supermercados. Aqui é o país com maior número de mortos, embora não seja o que tenha mais casos (pelo menos, não oficialmente).

Na minha humilde e talvez ignorante opinião, três coisas contribuíram pra que o vírus se espalhasse por aqui: primeiro, o inverno. Como está frio, quase todos os lugares ficam fechados e com a calefação ligada. Segundo: o hábito argentino de dividir o mate. Eles fazem uma roda e vão passando, todo mundo bebendo do mesmo canudo. Terceiro: cá entre nós, a galera não é muito de lavar a mão aqui não. O tempo todo vejo a mulherada sair do banheiro e passar direto pela pia, dando só uma paradinha no espelho pra ajeitar o cabelo e olhe lá. Diz que os homens, a mesma coisa. Aí realmente complica, né?

Anteontem haveria uma festa da empresa e cancelaram. Ontem tive uma reunião para discutir um "plan de contingencia" se fecharem lugares públicos e escritórios e ninguém puder ir trabalhar normalmente. Estou me sentindo num filme de ficção científica. É estranho.

Mas amanhã vou fugir lindamente de tudo isso rumo à Suíça. Ô, dureza...

10:50 PM -

20.6.09

Já é

De volta a Buenos Aires. Pra minha casa, pro meu argie tamanho família, pra minha mesa bagunçada do escritório, pro meu carrinho.

"Morar" um mês e meio no Rio foi toda uma experiência. Carioca é um bicho engraçado.

Na noite que cheguei, fui tentar pedir uma pizza usando meu celular argentino. Fui dar o número, enorme, ao atendente. Quando estava na metade do número, ele solta um "Caraaaaca, aí!" na minha orelha, tira a boca do fone e grita pros colegas, com aquele sotaque bem carregado: "Porra, aí! A muié tá me ligando de um celular da Argentina! Pô, só comigo acontece essas coisas, aí!". "Aí" é forma de escrever, porque na verdade a pronúncia é quase "aía", né.

Era só o começo.

Primeiro que todo mundo fala muito palavrão, o tempo todo. E grita. Como gritam os cariocas, caramba! E brigam. Gente do céu, nunca vi tanta gente brigando e discutindo como neste mês e meio. Talvez esteja dizendo essas coisas porque as pessoas com quem mais convivi, por causa do trabalho, eram assim. Não sei. Mas foi a impressão que eu tive.

O povo realmente é bem mais informal que o paulistano. Que o portenho, então, nem se fale. Demorei um pouco a me acostumar.

As pessoas no Rio têm a bunda enorme. Não é mito, minha gente, eu vi.

Ninguém tem vergonha de mostrar o corpo. Você vê gordas enormes de biquininho, homens grávidos de chopp usando sunga, pelancudas usando blusinha com a barriga de fora - de preferência com um piercing no umbigo. Achei isso legal por um lado, mas por outro meu senso estético ficou um pouco abalado com essas visões.

E parece que a moda agora é ir caminhar, correr ou na "cadimia" com o seguinte figurino: legging ou macacão bem justos, com a estampa mais feia possível, de preferência bem colorida. Caso seja um macacão, que tenha recortes na barriga, nas costas ou nas laterais. Tênis e uma meia branca bem esticada , quase chegando no joelho, por cima da legging. Há também o modelo de meia franzidinha, cobrindo as canelas e chegando até o meio da panturrilha. O último grito da moda no Rio de Janeiro. Grito de pavor, diga-se de passagem. Pior que a mulherada vai com esses modelitos pra qualquer lugar. O horror, o horror.

Adotarei uma expressão muito boa usada por uma colega de trabalho local: "fodeu o cu de Creuza". Ouvi quando ela falava ao telefone, dizendo "aí, se tu não trouxer isso amanhã, fodeu o cu de Creuza". Diz que "fodeu Creuza" também é usado, mas gostei mais da outra versão, achei que o segundo palavrão deu mais força à expressão. Coitada da tal Creuza.

Outra expressão que adorei, mas não vou adotar, é "olha só". "Olha só" tem vários usos, é quase um coringa. Pode até ser um vocativo, você chama a pessoa dizendo "olha sóaaa! Olha sóóóaaaa!". Ou pra começar a frase só: "olha só, ontem eu saí..."

E favela não é mais favela, é "comunidade".

"Mermão", "Irmão", "Guerreirão" são os vocativos usados para chamar garçons, comissários de voo, etc. "Ô mermão, vê uma coca com gelo e limão aí pra nóix". Ai.

E os taxistas? Um mais figura que o outro. Peguei um ex-comissário de voo da Varig que contou sobre suas viagens a Buenos Aires. Peguei outro que estava puto por ter ficado me esperando muito tempo - não foi culpa minha, diga-se de passagem - mas depois ficou todo feliz porque dei dicas sobre Buenos Aires, onde ele quer vir com a mulher. Outro figuraça me levou ao aeroporto contando que já morou em São Paulo mas não aguentou o frio, que era pra ele ter ficado rico lá, que ele já morou no Maranhão, onde estudava ETs (???) e que os ETs estão entre nós, mas o governo encobre. E ele ia só me deixar lá e quer saber? não ia trabalhar mais não, ia botar uma bermuda e um chinelo e ia pra festa que ia ter na comunidade perto da casa dele, porque ia estar cheio de mulher. A namorada dele, uma morenona bonita, estava viajando, e a amante dele, que na verdade é a ex-mulher e mãe dos filhos dele - pois é, agora ela era amante, ficou 20 e tantos anos atrás dele - estava na casa dela lá não se onde.

Outro disse que o povo brasileiro era um povo muito gostoso, que as mulheres eram maravilhosas, que tinha de tudo, loiras, morenas, negras, como eu por exemplo, uma branquinha linda. Outro, no mesmo dia, me mostrou um lugar no Joá aonde os casais vão pra namorar - "mas namorar, que eu digo, é... namoraaar, sabe como é, né?". E outro discorreu sobre o gosto que alemães e italianos têm pelas putas e travestis brasileiros, "mas dessas bem fuleiras mesmo, sabe?". Ai ai.

E as lojas que eu carinhosamente apelidei de "loja de popozuda"? São lojas cujas manequins da vitrine têm a barriga tanquinho musculosa, a bunda empinada, o cabelo longo, loiro e comprido. As roupas são todas justíssimas, coloridas, recortadas, curtas e, obviamente, breguérrimas.

Toque de celular que se preze é um funk. No volume máximo. Quando você menos espera escuta um funk do nada, vindo dos aparelhinhos. Uma alegria.

Pena que não deu pra passear muito. O trabalho era intenso, seis dias por semana, dez ou doze horas por dia. E eu estava na Barra, que é meio longe de tudo, então basicamente era casa-trabalho, trabalho-casa. Nas folgas ou vim pra Buenos Aires, ou fui pra São Paulo, então tive poucos dias livres pra passear. Pelo menos gravamos também em lugares lindos como o Arpoador, o Bosque da Barra e a Baía da Guanabara. E nas folgas deu pra conhecer Santa Teresa, a Lapa, o Jardim Botânico. Deu pra ver alguns amigos. Tentei ir ao bondinho mas não rolou, fica pra próxima.

Daqui menos de duas semanas, lá vou eu pra visita anual à maman nas Oropa. Que sacrifício!

6:12 PM -

13.6.09

Viva

Estou viva! Já estavam achando que eu tinha passado desta pra melhor, que estava comendo grama pela raiz, que tinha batido as botas, mas aqui estou!

É que faz tempo que tô no Rio a trabalho. Na verdade indo e voltando, mas mais aqui. Nao tenho internet no flat, ou seja, é só durante o dia e na correria, e ainda por cima trabalhando 6 dias por semana, mínimo dez horas por dia... tá complicado!

Quando eu voltar escrevo um post decente.

1:01 PM -

2.5.09

Mermão

Amanhã estou indo ao Rio de Janeiro a trabalho. Durante as próximas 6 ou 7 semanas, vou estar mais lá que aqui em Buenos. Posts prometidos há anos podem ser escritos nas horas de solidão que seguramente eu terei por lá. E alguns sobre o carioca way of life, seguramente.

Até logo, mullets. Olá, popozudas.

6:23 PM -

21.4.09

Da amabilidade portenha com brasileiras

Aí foi feriado no Brasil e hordas de brasileiros vieram a Buenos Aires. Inclusive duas amigas minhas. Uma ficou em casa, outra veio com uma amiga dela e ficou num albergue.

San Telmo, domingo, era praticamente a Benedito Calixto. Só se escutava português ou seu derivado vulgar utilizado por brasileiros em países hispanos, o portunhol. Meu argie tamanho família não se conformava.

"Puxa, Djones, que interessante! Mas e o kiko?", dirão meus (05) leitores.

É que aconteceu algo simplesmente fantástico, de tão bizarro, com a amiga que não ficou em casa e a amiga dela.

Era um domingo pacato em Buenos Aires. A Av. de Mayo, sempre tão movimentada - quando não convulsionada por protestos e atos políticos - estava quase deserta.

As duas morenas, cabelos cacheados ao vento, caminhavam sorridentes e saltitantes como só duas brasileiras solteiras num feriado em Buenos Aires podem estar. Prontas para gastar seus reais em alfajores Havanna e compras na Santa Fé no dia seguinte, elas recapitulavam os rapazes garbosos que tinham visto desde que chegaram à Portenholândia, rindo alto como quase nenhuma argentina faz. Lépidas e faceiras, desfilavam sua malemolência (palavra que inevitavelmente faz eu me lembrar do Túlio) por essa importante artéria da capital argentina.

Até que, durante uma tentativa de ligar para a pessoa que vos fala, elas foram abordadas por um senhor. O telefone público não funcionava, e o cavalheiro logo começou a meter o pau na Telefonica - porque argentino sempre tem que meter o pau em alguma coisa, né, e não no sentido gostoso da expressão.

Ao notar a dificuldade das duas em falar espanhol, o gentleman fez a inevitável pergunta "de dónde son?". Elas, sorrindo, disseram "de Brasil". Já repararam como brasileiro sempre responde sorrindo que é do Brasil? Eu faço isso. Por que a gente faz isso? Mas enfim.

Os olhos do senhor se iluminaram. Ele abriu um enorme sorriso. "De Brasil?" "Sí." Aí, segundo a minha amiga, o senhor amavelmente fez a seguinte pergunta (versão já traduzida para o português:)

- Posso passar a mão na sua bunda?

Assim mesmo. "Puedo acariciar su cola" ou algo parecido. Minha amiga, na sua ingenuidade, não entendeu bem o que era "cola", fez um cara de estranhamento e perguntou ao gentil senhor: "Cola? Como, cola?". Pacientemente, ele explicou: "cola, tra-se-ro". E fez um gesto com as mãos, como se estivesse dando aquela buzinada na busanfa de alguém.

Só aí que minha amiga percebeu qual era o teor da pergunta e, surpresa e inconformada, disse "Nooooo!!!!". Mas o senhor devia ser sábio. A experiência que ele acumulou na vida deve ter dado a ele virtudes como a persistência, o jogo de cintura, a paciência. Afinal, quando Deus fecha uma porta, abre uma janela. Então ele vira para a amiga da minha amiga e, docemente, diz:

- E na sua?

Novamente a reposta foi "Nooo!!". Ele, tão educado, não entendeu o por quê das respostas negativas. E ainda insistiu:

- Por que não? Vocês podem passar a mão na minha!

Aaaah, agora sim, seria um trato justo. O que teria demais, não é mesmo?

As duas viraram as costas e foram embora.

The End.

Mas é aí que eu me pergunto: o que levou este senhor a pensar que elas deixariam ele sentir com as mãos as delícias das carnes brasileiras delas??? O fato de ser brasileira significa que você acha normal, diria até corriqueiro, algum estrangeiro desconhecido passar a mão na sua bunda assim sem mais? Seria um costume no Brasil? Que resposta ele esperava? "Claro, fique à vontade"? "Beleza, mas só se eu pegar no seu pau também"? "Ok, mas são 20 pesos, e com 10 mais você leva também um boquetinho"?

Fim da picada.

9:05 PM -

11.4.09

Dia de notícias

Aí primeiro eu fiquei sabendo que a mãe de uma amiga se separou. Ela mora lá onde judas perdeu as botas e tinha um caso com o room mate (não sei o que rolou primeiro, morar junto ou o caso). E não sei se "se separou" é a palavra porque o cara se mudou do apartamento que dividia, mas como ele nunca tinha assumido relação nenhuma...

Depois soube que uma das minhas melhores amigas, que morava com os pais e com a filhinha na casa onde praticamente nasceu, saiu de lá e foi morar com a sogra, obviamente levando a filha a tiracolo. Como não falei com ela, só com a mãe, ainda não sei bem o que rolou, mas deve ter sido um forrobodó danado, porque ela não se dá muito bem com a família do namorado e foi morar com a sogra! Ai ai ai.

Aí meu pai liga. Eu reconheço como o meu pai está pelo "alô", é incrível. Ele tentou disfarçar mas notei que ele estava estranho, com voz de tragédia. Me assustei, porque minha mãe liga todo dia e hoje não ligou. Ela está viajando. Ao ouvir a voz do meu pai, achei que era algo com ela. Não era. Um vizinho de porta dele, da minha idade, morreu ontem em um acidente de carro. Conhecíamos ele desde pequeno, a família mora no 72 e meu pai, no 73, e isso há mais de 20 anos. Que merda. Que aperto no coração. Tadinho. Morro de dó de quem fica, até mais que dó de quem foi. Que fiquem todos em paz.

Minha mãe deve estar bem, viajando pelo interior da Inglaterra, a sortuda. Amanhã ligo pra ela.

Aí uma amiga me conta que outra amiga está grávida. E o filho de dois colegas de trabalho deve ter nascido ontem ou hoje. Vou mandar mensagem pra eles amanhã, agora é tarde.

Vidas começando, vidas mudando, vidas terminando...

11:57 PM -

Quase um twitter

Relendo o post anterior, percebi que meti um acento no "o" da palavra "democrata". Nem tinha me tocado. É assim em espanhol. É... seis anos de Argentina têm efeitos, por mais que eu tente evitar.

Prometo escrever um post sobre a TV argentina amanhã. Ou domingo. É que tenho visto cada coisa, que penso "tenho que escrever um post sobre isso" mas sabem como é...

2:07 AM -

2.4.09

De vuelta

Então hoje é feriado na Mulletslândia (2 de abril, comemoram o fim da guerra das Malvinas, que eles perderam by the way) e aqui estou eu, com a internet wi-fi que não sei de onde vem mas que de vez em quando pega, então tenho que aproveitar.

****

Querido diário: ontem a Argentina perdeu de 6X1 da Bolívia. Da Bo-lí-via. Se-is. Nem zoei ninguém porque deu dó. Olhei pra cara do Fede, um bróder meu que eu sempre zoo (não sei como se escreve "zoar" na primeira pessoa do singular, tem conjugação?) e não consegui falar nada, deu até uma dor no coração de ver a carinha dele. Tava passado, o pobrecito. Só ouvia os moleques passando pelos corredores do escritório dizendo "seis uno, boludo!". O único que eu zoei foi meu argie tamanho família (pois é, estamos juntos firmes e fortes, obrigada) porque ele mereceu: ficou tirando com a minha cara no domingo enquanto o Brasil jogava com o Equador e gritou o gol equatoriano como se ele fosse um, o fiodaputa. Aí ontem eu rindo da cara dele e ele "daaale, me merezco". Ainda bem que ele reconheceu que merecia.

Vi agora no Clarín online que o Messi (craque de "la selección") disse que é impossível jogar em La Paz. Claro, a culpa sempre é de alguém ou outra coisa, nunca deles. Comportamento típico. Não sei como não culparam o governo. Mas queria ver o que disse o todo-poderoso Maradona. Será que ele aguenta o tranco ou sai da seleção com o rabinho entre as pernas? Gostei que aconteceu isso mais que nada porque pode servir pro Maradona deixar de ser besta e de se achar a última coca-cola do deserto. Ok, ele foi foda no futebol, mas só isso. Foda no futebol. Isso não dá o direito de fazer as coisas que ele faz e principalmente de dizer as coisas que diz, opinando sobre Deus e o mundo como se fosse superior a todos.

Mas o que convulsionou mesmo a Mulletslândia nos últimos dias foi a morte do Raúl Alfonsín, ex-presidente "de la Nación". De câncer, aos 82 anos. Ele foi o primeiro presidente demócrata depois do fim da ditadura militar, que foi beeeem foda por aqui. Neste exato momento estão enterrando ele no cemitério da Recoleta, onde está a maioria de ex-presidentes e pessoas importantes da história do país. É um ponto turístico, tão turístico que me surpreende quando alguém é enterrado lá. Até esqueço que é um cemitério. Já fui lá várias vezes e nunca vi ninguém chorando um morto, só nego tirando foto, guias com suas excursões e a geral procurando o túmulo da Evita (que visitei mais vezes que o túmulo da minha vó, sempre acompanhando alguém).

Nem sabia que o Alfonsín era tão querido e respeitado. Um monte de gente, anônimos ou não, falando bem dele na mídia. Milhares de pessoas foram ao velório - até uma amiga minha, pasmem - e todas as cerimônias foram com todas as honras possíveis. Bom, que descanse em paz.

****

Aí eu falando com Candy no MSN e ela fala o apelidinho do namorado dela. Pois é, nós duas, mais encalhadas que baleia em poça-d´água (acabei de inventar a expressão, gostei, vou adotar) nos arranjamos. O que mostra que tudo é possível, minha gente. Você, leitora, que está na seca, não perca as esperanças. Se Djones desencalhou, você também pode. Demora, mas um dia chove no sertão.

Mas enfim, voltando a história, eu comentei que o apelido (na verdade um dos apelidos) do meu argie tamanho família é "meu gatão comprido". Mas aí esclareci: "quer dizer, depende do momento. Já foi gatão molhado, gatão inteligente, gatão manhoso, gatão cozinheiro e até gatão melequento, porque a gente foi na piscina e surgiu uma meleca no nariz dele. Eu fiquei zoando ele e ele ficou puto hahahahaha".

Eu sou tão romântica, né.

****

Você já brincou de seis graus de separação? É louco. Eu, por exemplo, estou a só três pessoas do Obama (eu - mãe - ex-presidente de famosa montadora - Obama), duas do Michael Schumacher (eu - amiga - Felipe Massa - Michael Schumacher), três da Cristina Kirchner (eu - presidente de multinacional - Kirchner - Cristina Kirchner), uma do Johnny Depp (eu - apresentadora - entrevistou o Johnny Depp), entre outros...

Claro que isso considerando o verbo "conhecer" como ter tido algum contato, né. Não significa que amanhã Djones estará pedindo o sal pra Obama no jantar e muito menos falando sobre Piratas do Caribe com Johnny Depp. Mas é divertido!

6:17 PM -

29.3.09

Só pra dar um alô

Tô viva, tô ótima, a vida sorri, mas tô com sono. Como diria o Zé Simão, hoje só amanhã.

10:36 PM -

4.3.09

Atualizando

Chove pra dedéu em Buenos Aires.

Como sempre, tenho posts na cabeça. Até hoje não escrevi as histórias de taxistas. Queria fazer um sobre a TV Argentina. Queria fazer um sobre as diferenças entre as mulheres consideradas gostosas em ambos países. Queria dizer que tô fazendo um outro blog, mas aí eu teria que ponerme las pilas*, como dizem por estas bandas, e atualizá-lo com certa frequência (sem trema), e não deixá-lo ás moscas como ás vezes faço com o meu humilde espaço virtual de inutilidades, coitado.

Gente, e o vizinho chavequeiro, just another martin with mullets, lembram? Já era, obviamente. Lembrei da história porque acabo de ver uma morena fumando na varanda dele, e ele na sala. Agora só serve pra eu fazer ciuminho pro meu argie tamanho família, já que ele me contou que tem uma vizinha que fica se exibindo casi en bolas* na janela. Diz ele que não é pra ele diretamente, mas duvide-o-dó que ela não tenha notado que lá vive sozinho um bem-apessoado e parrudo rapaz que pode perfeitamente vê-la.

Vocês, (05) leitores, acham uma boa eu colocar nos posts mais expressões argentinas ou em espanhol, para que este blog traga um mínimo de conhecimento a vocês e participe de alguma maneira da integração e interação cultural entre brasileiros e argentinos, contribuindo assim para o sucesso do Mercosul?

Quando um parágrafo de um post não tem nada a ver com o anterior e eu começo a escrever bosta (mais que o habitual), é sinal de que ganho mais indo fazer outra coisa.

* Ponerse las pilas: animar-se, esforçar-se, etc etc

* Casi en bolas: quase pelada. "en bolas" quer dizer pelado. E "pelado" quer dizer "careca". Pois é.

7:58 PM -

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